Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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CONSUMO CONSCIENTE - FAÇA A SUA PARTE, ENQUANTO EU NÃO FAÇO A MINHA

Amigos,


Na semana de 15 a 21 de dezembro está tendo uma blogagem coletiva sobre consumo consciente coordenada pela Sam.
Pensei em um primeiro momento que seria mais uma que eu não iria participar, só que li uma matéria no jornal que veio a calhar com o assunto discutido. Sendo assim, vou deixar a minha contribuição.

Antes de mais nada, quero destacar que algumas partes do meu post serão copiadas do jornal A Gazeta, Vitória (ES), domingo, 14 de dezembro de 2008, página 04. Não costumo fazer esse tipo de coisa, mas não vou tentar ser criativa ao ponto de inventar um texto novo para fornecer informações estatísticas. O que for copiado vai ficar entre parênteses. Vamos lá?

Há pelo menos duas décadas a sociedade brasileira tem discutido sobre os malefícios que estão sendo cometidos contra o meio ambiente. Escolas, ONG's, mídia, igrejas têm feito um incansável trabalho no sentido das pessoas terem maior consciência sobre esse grave problema que já está pipocando em todos os continentes. Crianças de classe média educadas em colégios de qualidade já aprendem desde cedo que não se deve fazer um monte de coisas. Lembro bem que foi a minha filha que me alertou que eu escovava os dentes e deixava a torneira aberta. Foi com imenso prazer que fui chamada atenção por um tiquinho de gente que ainda estava no pré-escolar.

No entanto, essas crianças que se tornaram jovens universitários parecem ter esquecido o que aprenderam. "Prova disso é o resultado de uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Pesquisa Mercadológica da UVV, em parceria com a ONG Transparência Capixaba que foi a campo conhecer o comportamento dos estudantes em relação ao consumo e ao ambiente. Foram entrevistados 380 jovens na Grande Vitória com idade entre 18 e 37 anos, no período de 12 a 14 de novembro deste ano."

O resultado foi surpreendente, pois 67% se declararam consumidores conscientes e éticos. No entanto, esse discurso não se aplica no dia a dia. Vejam abaixo:

- 40% admitiram que bebem e dirigem, mesmo com a Lei Seca e diversas campanhas de conscientização.
- 67% não separam o lixo.
- 63% não têm camisinha na bolsa ou na carteira.
- 60% não fecham a torneira enquanto se ensaboam no chuveiro.
- 53% não aproveitam o papel usado para rascunho.
- 63% têm o hábito de colar em provas.
- E por último, 21% admitem já terem subornado alguém.

Acredito que esse suborno tenha algo a ver com blitz e policiais militares que não podem ver um grupo de jovens dentro de um carro. Essa pesquisa não reflete o comportamento do povo brasileiro, visto que foi realizada com um público específico em um determinado local. No entanto, caso façamos uma comparação com toda a população do nosso país, concluiremos que 1/5 dos brasileiros são corruptos. Provavelmente algumas dessas pessoas poderão sentir indignação ao saber que um político qualquer foi preso com dólares na cueca ou que voluntários roubaram doações dos desabrigados de Santa Catarina.

Sobre essa pesquisa, o historiador e secretário de Comunicação da Transparência Capixaba, Rafael Cláudio Simões, fez os seguintes comentários:

- "Isso é preocupante, parece haver uma certa dissonância, uma separação entre aquele comportamento que a gente classificaria de ecológico do comportamento que a gente chama de ético. Se a gente partir para um entendimento mais amplo, a questão ambiental tem um fundo ético"; e

- "... mas no futuro quem cola, pode vir a ser um péssimo profissional e isso tem impacto social. Pode ser um médico que vai errar em uma operação ... A saída é a Educação. Tem que fazer um trabalho com crianças ... A discussão ética tem que aparecer na sociedade brasileira. É preciso punir as pessoas que agem contra esses princípios, sem se excluir os grandes: políticos, desembargadores, juízes"

Pelo acima exposto, concluímos que a solução dos problemas do nosso país não está em nossas mãos e sim nas mãos alheias. Ao fulano é permitido o direito soberano de emporcalhar as ruas com lixo, mas ele, por outro lado, sabe fazer um belo discurso sobre a prefeitura da sua cidade que não está fazendo uma boa limpeza. Interessante, não?

Sugiro que antes de qualquer campanha de conscientização, os marqueteiros façam outra do tipo "Deixe de ser hipócrita, olhe-se no espelho e veja o quanto você é feio e nada ético. Nosso país não suporta mais pessoas como você, então trate de mudar a sua postura. Seja gente"

Beijocas

Yvonne

P.S.: Aproveitei alguns minutos em que o Velox se dignou a aparecer para conseguir postar. Não estranhem não estar visitando vocês, tá?