Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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SOLIDÃO

Amigos,

Tenho um amigo assinante da Folha e todos os domingos ele me envia a coluna da Danuza Leão que eu gosto muito. Só que, de uns tempos para cá, tenho enjoado um pouquinho, porque pelo menos umas duas vezes por mês, ela insiste em falar o quanto é feliz por morar sozinha e não depender de ninguém. Acho isso louvável, porque a nossa felicidade não está na mão de ninguém e sim dentro de nós. Se eu não estou satisfeita comigo mesma, ninguém poderá fazer nada por mim.

Voltando à Danuza, às vezes eu fico com a nítida impressão de que ela considera seres humanos menores todas as pessoas, principalmente as mulheres, que fazem questão de estar bem com os seus homens. Bom, eu gosto da presença do meu marido e de saber que ele está comigo. É um amor que já superou um monte de fases e crises, inclusive uma quase separação. No entanto, mesmo em crise, nunca tivemos dúvidas de que um é companheiro do outro. O nome disso é cumplicidade. Dessa forma, eu me sinto dependente do meu marido e ele de mim. Sorry, Danuza.

Só que de hoje até terça pela manhã, eu viverei uma experiência inédita na minha vida: ficarei sozinha por todos esses dias. Maridão foi ontem a noite para o Rio e filhota irá agora pela manhã. Pensei que isso poderia me deixar entristecida, mas confesso a vocês que estou radiante de felicidade. Não tenho andado muito bem por esses dias e preciso urgentemente estar a sós comigo mesma, o que nunca consigo. Antes de ele viajar, conversamos sobre o que eu poderia fazer na sua ausência. Pensei até mesmo em convidar uma ex-namorada de um amigo nosso para tomarmos uma cervejinha. Eu estou muito carente de ter amigas aqui em Guarapari, só tenho amigos homens, mas não é a mesma coisa. Só mulher que entende determinadas conversas nossas sem pé nem cabeça. Ainda assim, pensei um pouco mais e decidi que essa cervejinha vai ficar para outra oportunidade, porque eu vou querer curtir a minha solidão. Acho que nem à praia eu irei. O único passeio que farei é levar o meu cachorrinho para a rua e fim de papo.

Passearei da sala para o quarto, do quarto para o escritório, do escritório para a sala, ouvindo preferencialmente muitos sambas, tomando uma cervejinha vez por outra, vendo filmes, dormindo, sem me preocupar com mais nada. Só eu, Deus e Bolinha. De repente nem farei nada disso e posso até dar uma voltinha. Na realidade, o que eu quero mesmo é estar com a mente em branco e fazer um retiro dentro da minha própria casa. Vai ser uma delícia ser apenas a Yvonne.

Beijocas

Yvonne