Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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La Isla Bonita...

Queridos amigos,

Estou numa fase meio safadinha. Não se preocupem, continuo a mesma senhora caretona e casada há quase 26 anos com o mesmo marido e não penso de forma alguma em me aventurar por aí com garotões que só vão pensar no meu dindin, rsrsrs. Brincadeiras a parte, já que estou muito duríssima, eu estou me dando o direito de todas as vezes que eu for ao Rio, fazer um programa muito legal e diferente de tudo que eu faço.

Um deles que estou planejando é ver o show da Madonna, caso ela realmente venha ao Brasil. Falei com filhote e segunda norinha e mostrei a minha insegurança já que sou uma mocinha de 54 anos. A resposta do filhote foi a seguinte: por quê ter vergonha de ver um show de uma mulher apenas quatro anos mais nova que você? Madonna vai fazer 50 anos daqui a poucos dias. Caracoles!!!! Se ela pode fazer aquilo tudo no palco, então eu também eu posso ir até o Maracanã só para vê-la. Então ficamos combinados assim: eu, filhote, filhota e segunda norinha vamos curtir uma noite de sexo, drogas e muito rock, ou melhor, pop bem anos 80. Maridão como de hábito vai fugir correndo de qualquer loucura adolescente.

A razão por gostar tanto de Madonna? Leiam o texto abaixo escrito em 2003 que eu publiquei não sei quando aqui no bloguinho. Vocês irão entender o motivo da minha paixão:

Já é um lugar comum alguém dizer que aprendeu muita coisa com os filhos. Todos nós aprendemos diariamente alguma coisa com alguém que a gente menos espera, porque não com a nossa cria? Uma das coisas que a minha filha me ensinou foi gostar da Madonna. Aliás eu não gosto da Madonna, eu simplesmente sou apaixonada por ela. Vocês até pode achar engraçado, mas essa é uma verdade.

Quando ela começou a carreira, eu não prestava muita atenção nela, mas depois que a minha neném fez 4 aninhos, eu comecei a ouvir as suas músicas, comprar discos e ver os videoclipes na MTV. Tudo isso por causa da música "La Isla Bonita".


Clique play para ouvir.


Já disse para vocês que eu não me desgrudava um segundo sequer da Yasmin depois que ela nasceu. Todos os meus momentos fora do trabalho eram dedicados a ela, até que, a partir dos 4 anos, eu dei a mim e ao maridão as noites de sexta-feira. Era sagrado, a minha mãe buscava ela na creche e a levava para a sua casa. Meu irmão não saía e os dois ficavam a disposição integral dela para fazer todas as vontades. De tarde mamãe ia com ela para o Museu do Índio ou Casa de Ruy Barbosa e de noite o maninho levava as duas para o Rio Sul com direito a MacDonald's, pipoca e todas as demais coisas que não prestam. Sábado de manhã eu ia buscá-la para levar para a minha casa.

Só que o meu irmão tinha vários discos da Madonna que a filhota sempre pedia para ele colocar. Ele, logicamente, fazia a vontade dela e ficavam os dois dançando. Ela conseguiu a proeza de fazer com que a minha mãe dançasse também (mamãe nunca dançou na vida). Sábado pela manhã era tão engraçado, ela pedia mais uma vez para ouvir La Isla Bonita e ficávamos nós 4 dançando (Mamãe, meu irmão, eu e filhota). São momentos bobos que interessam apenas às pessoas envolvidas, mas que marcam a nossa vida para sempre.

Marcou tanto que um dia desses o meu irmão estava aqui em casa e eu coloquei um CD da Madonna no som, quando tocou essa música, ele teve uma violenta crise de choro ao se recordar das únicas vezes que a mamãe dançou. Até hoje ele não conforma com a morte dela. Eu não pude chorar junto com ele porque as coisas pioram mais ainda, eu tenho que ficar forte.

Mas ontem, ao ouvir a mesma música, eu comecei a chorar de saudades daqueles dias tão bons, quando a minha mãe ainda vivia e tinha saúde. Chorei também me lembrando da infância da minha filha, querendo de todas as formas ter aquele bebê de volta. Tive uma terrível sensação de que eu não aproveitei bem aquela época e que podia ter feito mais ainda por ela.

Agora ela é uma linda moça, prestes a encontrar alguém para entregar o seu coração e eu definitivamente perderei a minha neném. Sei que assim é a vida, aliás, eu não quero a minha filha debaixo da minha saia. Ela tem que trilhar o seu próprio caminho, como eu e o pai dela trilhamos os nossos, mas isso dá uma dor imensa. Eu devia ter aproveitado mais, mas, como dizem os mais velhos, eu terei a oportunidade com os netos que virão mais tarde e estejam certos que eu farei de tudo para agradá-los, até mesmo jogar um vídeo game ou dançar um funk.

Beijocas,

Yvonne