Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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08.11.2007 - INTOLERÂNCIA

Amigos,

Fui uma jovem insuportável em certas situações. Criada por pessoas com rigorosa noção de honestidade, caráter e tudo mais, eu achei que o certo era eu apontar o dedo na cara dos outros mostrando a minha linda OPINIÃO. Além disso, havia o meu lado meio "boca de siri" que escondia dos demais seres humanos quem eu era na realidade. Tive muitos arrependimentos na vida por ter magoado pessoas que não mereciam.

Lembro-me bem de uma amiga de infância que perdeu a sua virgindade por volta dos 16/17 anos e não escondeu isso de ninguém. Ainda para complicar ela tinha uma tara que não sei como a moçada do meu prédio descobriu. Ela gostava de ser acariciada nos pés. Isso nos anos 1970 foi um verdadeiro escândalo, porque todos nós parecíamos personagens dos filmes americanos com Doris Day e Rock Hudson, ninguém pecava e as meninas eram virginais. Então nós, do alto do nosso pedestal, nos julgamos com capacidade para falar da fulana que nada nos fez de mal.

Só que todas nós perdemos a virgindade na mesma época com nossos primeiros namorados e ninguém contou para ninguém. Era segredo de morte que nem a melhor amiga sabia. O tempo passou e acabamos contando para primas e amigas. O tempo passou mais um pouco e acabamos descobrindo dentro de nós coisas inconfessáveis. Pois é queridos, nada como o tempo para nos apresentar "notas promissórias" que assinamos quando fomos intolerantes com gente querida (ou não).

Vocês devem estar intrigados com essa minha conversa. O problema é que nesta semana tive a oportunidade de ver uma pessoa tão agressiva com outra que até agora eu não me recuperei. Todos nós temos obrigação de evoluir como seres humanos. Eu não quero ficar em dia com o meu lado bestial e violento. Se fui Rambo quando mais jovem, hoje eu tenho que me esforçar para ser um Dalai Lama. Não vou conseguir, mas vale a tentativa. Com relação a essa pessoa agressiva, eu vou acabar esquecendo do episódio, mas por enquanto ainda há uma grande má impressão.

Ninguém tem o direito de apontar o dedo na cara de ninguém e falar o que bem entende. Eu tenho preconceito contra um monte de coisas e nunca, jamais, em tempo algum vou sair por aí detonando a vida alheia. O nome disso é educação e respeito pelo outro. Posso não gostar do que o Hugo Chávez está fazendo na Venezuela, mas se o encontrar e ele me oferecer a mão em cumprimento, eu vou retribuir.

Toda polêmica é bem vinda e enriquecedora. Se eu gosto de azul e o outro de amarelo, cabe a nós defender o nosso PONTO DE VISTA e nesses casos um ladinho nosso vai ficar um pouco verde por ter ouvido uma opinião distinta. No entanto, PONTO DE VISTA é uma coisa e a NOSSA VERDADE é outra completamente diferente. Eu tenho a MINHA VERDADE que eu considero a mais linda e verdadeira do mundo, só que o resto da população do planeta pensa de outra maneira. Então a palavra chave é HUMILDADE.

Queridos, desculpem pelo post triste, mas quando o meu coração "está um pote até aqui de mágoas", eu preciso colocar para fora.

Beijocas

Yvonne