Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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OS MEUS LIVROS PREDILETOS


Amigos,


Antes de mais nada, gostaria de dizer que, se é que ainda não deu para perceber, eu não sou a lindona aí de cima com a toalha na cabeça. Eu sou a lindona ali do lado direito. Tenho que esclarecer esse assunto porque tenho recebido umas mensagens esquisitas de gente que diz estar a fim de mim. Sou uma senhora casada há quase 25 anos e, apesar de jovial e aberta para novidades, não gosto de receber cantadas. Sou caretésima. Vou iniciar os meus posts com esse esclarecimento por um período que espero seja bem pequeno.


Mas vamos lá, algumas pessoas estão escrevendo sobre os cinco últimos livros que leram ou foram os mais importantes. A Marília me solicitou contar os meus. Bom, vou com a minha listinha de quase um milhão:

- Germinal, de Emile Zola - Grande livro e não foi necessariamente o mais interessante que eu li, mas esse foi o que mais gostei. Chorei demais quando acabou e por esse motivo, fiquei um ano sem ler nada. Até hoje não sei bem o motivo de eu ter gostado tanto. Aliás, motivos é que não faltam, mas não sei porque eu me identifiquei tanto com essa história.

- Bel-Ami, de Guy de Maupassant - Outra paixão na minha vida. Eu simplesmente caí de quatro pelo personagem principal.

- Todos do Érico Veríssimo, em especial "Clarissa" que eu acho de uma delicadeza só. É preciso ser um homem muito sensível para entender o universo de uma menina. Quando eu li da primeira vez, eu tive a exata sensação que ele me conheceu quando eu era pré-adolescente.

- Todos do Monteiro Lobato, José Lins do Rego, Josué Montello, Josué Guimarães, Jorge Amado, Clarice Lispector e tantos outros brasileiros.

- Dos brasileiros clássicos, não gosto do José de Alencar que considerei um ídolo na minha infância e mocidade. Hoje já não gosto tanto. Paixão mesmo é Machado de Assis, o maior escritor brasileiro de todos os tempos. Adoro também Aluisio Azevedo, em especial "O Livro de uma Sogra" que me fez mudar de idéia a respeito de casamento, antes mesmo de eu ter me casado.

- Já tive paixão por Alexandre Dumas e Victor Hugo. Hoje já não gosto da mesma forma, pois são muito tristes.

- Nunca li um clássico russo. Talvez o motivo tenha sido o fato de que meu avô me deu "Guerra e Paz" e eu simplesmente não agüentei. Acho que foi trauma.

- Dos americanos, o meu predileto é John Steinbeck por ter escrito dois livros maravilhosos: "As Vinhas da Ira" e "Ratos e Homens". Apesar de ser uma peça, adoro "A morte do caixeiro viajante" de Arthur Miller que mostra o mundo de americanos que não deram certo.

- "O Menino Persa" de Mary Renault é obrigatório para mim e conta o relacionamento amoroso do Alexandre da Macedônia com um escravo eunuco. Já li três vezes.

- Quando jovem li um livro que me impressionou demais - A honra perdida de Katharina Blum, de Heinrich Boll (não sei se escrevi certo). O livro conta a história de uma mulher que foi massacrada pela mídia. Gostaria de reler com a experiência de vida que tenho hoje, mas o livro sumiu e eu não o encontro em sebo algum.

- Agatha Christie sempre, sempre e sempre. Um detalhe interessante: eu devo ser a única pessoa no mundo que lê os livros dela mais de uma vez com o mesmo frescor da primeira. Eu não me lembro de nada.

Eu tenho um carinho especial pelo livro "Mamíferos" que foi o primeiro que li aos sete anos. Editado pelo MEC era grossão e cheio de fotos. Por causa desse livro e do estímulo de minha família, eu adquiri o hábito da leitura. Foi um dos maiores prazeres da minha vida. Não posso esquecer também dos gibis, em especial Pato Donald e companhia e Luluzinha. A melhor maneira de incentivar uma criança a ler é comprando revistas em quadrinhos.

Quando criança li muito sobre mitologia grega que eu adorava. Já adulta, reli tudo novamente só que com outros olhos. Os gregos já conheciam a natureza humana há muito tempo. Todos nós estamos lá naquelas histórias. Qualquer dia desses vou escrever alguns posts sobre o assunto.

Ainda sobre os infantis, eu gosto muito dos contos de fadas que também retratam a natureza humana. Parece brincadeira da minha parte, mas é a pura verdade. Aliás, um grande livro que li foi "A psicologia dos contos de fadas" de Bruno Bettelheim (também não sei se escrevi certo, estou com preguiça de pesquisar). Releiam agora e vejam se vocês não se identificam com vários personagens. Os autores dessas histórias não poderiam imaginar que dariam uma grande contribuição para a humanidade. "Alice no país das maravilhas" e "Pinóquio" não valem. O primeiro por ter sido escrito por um pedófilo e o segundo por um sádico que gostava de tiranizar crianças, suponho eu.

No mais, não vou passar essa tarefa para ninguém, mas adoraria saber sobre os livros que vocês consideram especiais.

Beijocas

Yvonne

P.S.: Meus lindos, não estou com visitas em casa, mas um casal de amigos do Rio se encontra passando uns dias aqui na cidade e nossa vida está bem agitada. Não estranhem se não puder visitá-los com a freqüência de sempre.