Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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Amigos,

Vocês estão carecas de saber que o meu blog é muito pessoal. Acredito que ninguém pode ter interesse em plagiá-lo, porque não vai fazer sentido algum. No entanto, existem outros com poesias, contos, crônicas e informações quase que didáticas que podem ser objeto da cobiça alheia. Vocês acham justo um trabalho intelectual ser roubado por alguém?

Vejam bem, um pessoa se senta em frente de um computador e redige algo que considerou bom ou belo e quer dividir com os demais seres humanos. Pensou, escreveu uma frase, descobriu que repetiu palavras, deletou um parágrafo quase inteiro porque não ficou muito bom, escreveu outro que julgou bem melhor do que o anterior, verificou erros de Português e por fim acabou postando. Essa pessoa quer aplausos e o reconhecimento dos leitores que freqüentam o seu espaço. As polêmicas também podem ser muito bem vindas porque o texto deu margem a um saudável debate.

Um Zé Mané qualquer faz uma pesquisa no Google e descobre aquela preciosidade. Lança mão de um singelo EDITAR/COPIAR/COLAR e simplesmente publica como se fosse seu. Pergunto eu de novo: é justo? Por favor, não digam que não tem nada a ver porque tudo aquilo que escrevemos é parte de nós mesmos, cada post nosso é um filho. Eu tenho carinho pelos meus e quero vê-los ao meu lado, ainda que não agradem ao mundo.

Por ocasião da blogagem coletiva do Lino
, eu considerei o post da Patty como o mais lindo de todos os que li. Pedi a sua autorização para enviar por e-mail para amigos que não toleram blogs e na minha mensagem eu disse que "o direito autoral dela tinha terminado, uma vez que aquele post se tornou utilidade pública". Ela aceitou e eu enviei para um monte de gente dando o devido crédito. Algum doido vai pegar esse e-mail vai retirar o nome dela e vai assinar em baixo. Se for mais maluco ainda, vai assinar como Arnaldo Jabor ou Luís Fernando Veríssimo, o que é pior. Eu acho isso o fim da picada.

Acredito que já tenha tocado nesse assunto, minha memória anda um horror, mas teve um episódio que me deixou de queixo caído. Por ocasião daquela confusão em São Paulo no ano passado, o Jabor escreveu em sua coluna uma entrevista com o chefe dos bandidos cujo nome eu não vou escrever para não dar confiança para salafrário. Foi pura ficção, nada mais do que isso. Pois bem, recebi alguns e-mails aflitos de pessoas apavoradas, principalmente de amigos paulistas. Uma delas, a doce M., me disse que iria fugir da capital e morar lá no fim do mundo. Gente, quando houve necessidade de dar crédito ao Jabor, retiraram o nome dele e publicaram como se de fato o bandido tivesse dito aquilo tudo.

Acredito piamente que a Internet virou terra de ninguém e todo mundo faz o que bem entende com o texto alheio. Alguém tem que dar um basta nisso. Não gosto muito de publicar determinados textos em que quero que vocês conheçam fulano ou alguma situação, porque vai chegar um momento em que terei que lançar mão do Google para colar um pedacinho aqui, outro acolá. Eu não gosto disso e não faço MESMO. Se eu escrever um tratado sobre Freud, estejam certos que não copiei nada de ninguém e caso faça, darei o devido crédito. O nome disso é respeito.

Duas amigas blogueiras tiverem recentemente problemas do tipo e uma delas chegou ao ponto de registrar (não sei se usei o verbo correto) na Biblioteca Nacional todos os posts já escritos e os que venham a ser postados. Teve gente que as considerou risíveis. Vejam a que ponto nós chegamos. Quando uma pessoa luta pelo seu direito é tida como ridícula. Eu dou força para lutar sempre. Todos os dias somos roubados por bandidos, políticos e corruptos. Quando nos resta poucos alentos como por exemplo escrever algo que consideramos belo, vem alguém e rouba também. Assim não dá.

Beijocas

Yvonne