Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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MODA

Amigos, se existe uma coisa que eu julgo interessante é revista feminina. Nas páginas 10 e 11 tem uma matéria sobre auto-estima e que nos dá conselhos para sermos autênticas, sem aceitar rótulos de quem quer que seja. Sim, nós mulheres somos gente! É isso aí, gente com nossos defeitos e imperfeições. Lá pela página 19 aparece a propaganda de um xampu tendo como modelo uma moça incrivelmente bela e com um cabelo mais lindo ainda graças ao Photoshop. Toda a segurança conquistada anteriormente começa a diminuir um pouco.

Folheando um pouco mais, chegamos na página dos "achados" imperdíveis: uma sandália linda que custa apenas 950,00 e outras coisinhas baratas. Em seguida, uma matéria sobre anorexia e bulimia que está matando um monte de jovens. São convidados profissionais para discutir o assunto e praticamente todos eles dizem que essa procura da beleza que julgam ideal é a grande culpada. O(a) jornalista termina o assunto com chave de ouro: a culpa é da mídia. A mesma mídia onde que ele(a) trabalha.

Finalizando, chegamos às últimas páginas onde aparece a moda. Moças esqueléticas vestindo roupas que nunca encontramos nas ruas de tão bonitas e caras. Apesar de seus corpos serem pavorosos, seus rostos são lindos. Praticamente todas elas com o tipo bem brasileiro: louras de olhos azuis. Negras vestindo roupas de inverno nem pensar. Só encontram trabalho quando chega o verão. E assim nós vamos vivendo.

Na contramão dessa loucura toda, temos a Dove que faz a campanha pela real beleza. Há um vídeo muito interessante no YouTube. Alguém descobriu que o mundo é composto por gente bonita, feia, alta, baixa, gorda e magra. Se vocês repararem bem, em cada dez pessoas, apenas uma delas é estonteantemente linda. Logo, sobram nove que querem usar roupas que sejam adequadas ao seu tipo físico. Não vemos mais lojas de tecidos e as costureiras hoje em dia só fazem reparos nas roupas que são compradas em butiques. Não há mais aquele vestido personalizado que apenas uma pessoa tinha. Minha amiga Sandra reclama que não consegue comprar calça com a cintura alta. Por esse motivo é obrigada a comprar com o cós baixo porque não existe o que ela quer no mercado.

A medida que envelhecemos, esse problema deixa de ter importância. No entanto para uma pessoa mais jovem é difícil aceitar o seu corpo, como também o fato de que nem sempre temos dinheiro suficiente para adquirir tudo que é lançado no mercado. É um bombardeio de mensagens: compra, compra, compra. Ouvimos isso 24 horas por dia.

Depois que duas moças morreram de fome, os donos da agência se reuniram para tomar providências com relação ao assunto. São bem espertos eles, porque se eu fosse mãe da modelo eu iria processar todo mundo da moda. Essa menina que morreu, quando estava pesando 52 quilos com 1.70m de altura, ouviu de um costureiro que ela estava obesa e precisava perder peso. Esse é o mundo em que vivemos. Enquanto tem gente que morre de fome por absoluta falta de comida, outras pessoas se dão ao direito de não comer nada para ficar com um corpo que não agrada ninguém a não ser quem dita a moda. Triste essa situação.

Beijocas

Yvonne
P.S.: Infelizmente não consegui publicar o selinho. Implicância do Blogger comigo. Essa blogagem coletiva foi idéia da Valerie e da Magui .
UPDATE: Escrevi um comentário em um blog que gostaria de dividir com vocês:
"Hoje tivemos sugestão de duas blogagens coletivas (AIDS e Moda) que acabaram se complementando. O aidético luta para ganhar peso e viver, enquanto a anoréxica luta para perder peso e morrer".