Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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CASAMENTOS

Amigos, como sou casada com o mesmo homem há 24 anos e nesse período enfrentamos uma grave crise que quase acabou com o nosso relacionamento, comecei a ter uma postura mais gentil e amorosa com certas histórias que tive oportunidade de ouvir nos últimos tempos a respeito das saídas que determinados casais tiveram para finalmente viverem em paz consigo mesmas e com o outro(a) também. Vejamos:

MAMÃE - Conheço uma pessoa que está há 30 anos com o mesmo homem entre namoro e casamento. No começo era um verdadeiro inferno pois eles brigavam com direito a porradas. De vez em quando ela aparecia com hematomas e nós odiávamos o marido dela que sempre foi gentil com todos. Ela era a verdadeira mulher de malandro porque não dava chance de nós sentarmos o sarrafo nele. Pai maravilhoso que sempre se preocupava com o bem estar de sua família. Nós não sabíamos que a vida sexual dos dois era qualquer coisa de emocionante em termos de loucura, até que um dia isso acabou. Ela começou a tratar o marido como o seu filho mais velho, teve um amante por dez anos e agora não tem mais ninguém com quem possa se relacionar sexualmente. Seu apartamento tem três quartos: dois para os dois filhos e o terceiro para o marido. Ela dorme na sala e está feliz da vida. Aliás todos estão felizes. Acabaram-se as crises, pois ela é uma mulher com três filhos sendo o marido um deles.

COCAÍNA SIM, AMANTE MULHER NÃO - Essa é terrível. Eu e meu marido trabalhavámos no mesmo banco e tínhamos um grande colega/amigo que acabou se afastando da gente por ter se tornado viciado. Nós sempre gostamos de tomar cervejas moderadamente, mas ele já estava em outro patamar. Por ser pai e por gostarmos muito dele e da sua mulher, nós o convidamos para a festa de aniversário da nossa filha que por sinal tem a mesma idade da dele. Ele não foi e simplesmente sumiu do trabalho. Depois soubemos que estava internado para se recuperar. Ao se encontrar algum tempo depois com o meu marido disse o que tinha acontecido com ele. Não podia mais beber porque sempre tinha vontade de fumar maconha depois. Quando fumava maconha tinha vontade de cheirar cocaína e sempre que isso acontecia tinha vontade de transar com travesti (ele passivo). Ele podia encarar essa situação por mais tempo, mas não suportou acordar ao lado de uma mulher, depois de uma noite de loucuras. Não achava que era traição estar ao lado de um homem, mas se incomodou com uma mulher. Ele contou essa história para o meu marido naquela fase em que o narcótico anônimo pede desculpas às pessoas que prejudicou. Admitiu que gostava de vez por outra se envolver com travestis, mas NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM, poderia trair a sua mulher com outra mulher. Ainda estão casados. Essa história, apenas o meu marido soube.

Esse post estava escrito há algum tempo, mas sempre ficava na dúvida se publicava ou não por causa de uma terceira história que me deixou de cabelo em pé. Optei por cortar. Pois é, eu às vezes vejo alguns casais mais velhos que são carne e unha e vivem na maior harmonia. Ninguém chega a um ponto desse sem dor e sofrimento. Deve ter havido muita confusão, crises e brigas. Para mim, existe uma diferença entre casal e dupla. Casal é o que mais encontramos por aí, já dupla é mais difícil. Quando temos total liberdade de sermos o que somos e o(a) parceiro(a) aceita isso, o casamento tem condições de dar certo. Talvez a palavra chave seja parceria.

Beijocas

Yvonne