Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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UM BLOG SEM ROSTO

Amigos,

Antes de mais nada, gostaria de dizer que pequeníssima cirurgia da semana passada foi ótima, como era esperado, e no mesmo dia já estava bem. Fiquei um tempinho de molho, mas a partir de hoje vou começar a sair de casa. Estou passando por uma fase de cuidar da minha saúde que deixei abandonada nos últimos tempos.

Bom, mas o que eu queria dividir com vocês é que estou vivendo uma crise blogueira, porque estou achando que o meu blog não tem um rosto específico. A maioria de nós sabe bem o que vai encontrar quando lê o blog de algum amigo. Fulano escreve suas lindas poesias, beltrana fala sobre política, sicrana escreve sobre assuntos relacionados ao meio ambiente e por aí vai. Já o meu blog está meio um samba do crioulo doido. Um dia falo sobre alhos e no outro sobre bugalhos. Isso não é nenhum grande problema, só que estou começando a sentir uma certa insegurança. O meu grande problema é que eu só consigo enxergar o mundo através do meu umbigo e isso está me incomodando. Gostaria de sentir uma certa distância entre mim e o assunto objeto da coluna, mas não adianta, sempre coloco uma experiência pessoal que pode não ser tão interessante assim para o outro.

Estou com dez posts prontos e não consigo publicar nenhum deles. No meu caderninho que fica na mesa do computador existe uma lista de pelo menos uns cinco assuntos que dariam excelentes posts. Não adianta que não sai uma palavra. Vi na semana passada um dos mais lindos filmes da minha vida e, após alguns momentos em que eu e o meu marido choramos de tão emocionados que ficamos com a beleza das cenas e a mensagem pacifista, pensei em escrever algo arrebatador, mas me senti um pouco tímida e com vergonha de bancar a boboca. Lembrei-me da Cássia Eller com a música "Quem sabe ainda sou uma garotinha ...". Pois é, estou me sentindo uma mocinha de 14 anos que não consegue olhar para o rosto de nenhum rapaz.

Há muito tempo (acho que nessa época só postava no meu antigo blog coletivo), recebi um e-mail contendo um arquivo sobre o grande diretor ítalo-americano Frank Capra e repassei para os amigos com um texto realmente muito lindo. A Luma me respondeu que eu poderia ter transformado a mensagem em um post. Só que eu acabei excluindo e lamentei ter perdido essa oportunidade. Minha paixão por esse diretor continua a mesma, mas aquele momento especial em que me deixei levar pelas minhas emoções ficou perdido. Não vai sair outro texto igual. É disso que estou sentindo saudades: de ter emoção e não sentir vergonha disso.

Existe uma saída honrosa que é dar um tempo no blog, mas não é bem a que eu quero. Gosto de escrever e de interagir com a blogosfera. Gosto até mesmo de ficar profundamente irritada porque alguém escreveu sobre algo que eu discordo de todas as maneiras. É bom lembrar que, em um debate do tipo FLA x FLU, sempre o outro vai dizer alguma coisa que vai balançar a nossa estrutura e isso é enriquecedor porque evita que as idéias e convicções fiquem cobertas de limo. As opiniões também devem ser recicladas.

Pois é amigos, essa fase está durando algum tempo e também já estou cansada de procurar minhas velharias para postar, quero novidades, só que ando meio esquisita. Sinto segurança ao publicar um texto antigo e uma baita insegurança quanto ao recém escrito. Não sei dizer o por quê disso.

Bom, independentemente de crises, mais para o final do mês vou dar um tempinho por razões óbvias. Vem aí as festas e tem muita coisa para fazer aqui em casa, principalmente porque vem aí o grande Gabriel. Cada vez que saímos, compramos alguma coisa. A árvore praticamente só tem presentes para ele: uma piscininha para praia, aquele balde de praia cheio de besteiras, bolinha de futebol, brinquedos educativos, carrinhos, um monte de outras porcarias baratinhas e o principal: um DVD do Pocoyô e outro dos Backyardgans. Muitas vezes vi os programas do canal Discovery Kids, que é destinado para crianças com menos de cinco anos, só para ter a sensação de que ele estava do meu lado. Finalmente vou realizar esse sonho. Pois é, estou com vergonha de um monte de emoções, menos de ser uma vovó ridícula, rsrsrs.

No mais tudo tranqüilo por aqui. Convido-os a lerem a minha coluna no Boletim que consegui escrever em um dos raros momentos em que pintou inspiração. Vocês vão adorar a história de dois velhinhos.


Beijocas

Yvonne