Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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DA SÉRIE YVONNE E SEU UMBIGO OU DIÁRIO DE UMA VIAGEM

Amigos, na semana passada fui passar uns dias no Rio. Foram poucos como tem ocorrido ultimamente, mas como temos muitos parentes por lá que nos recebem com o maior carinho do mundo, não podemos abusar muito. Estamos pensando na possibilidade de nas próximas vezes ficarmos em um hotelzinho simples. O difícil é encontrar algo bem barato.

Pois bem, cheguei às por volta das 7h da manhã e o tempo estava um horror: o céu negro que acusa a poluição e aquele abafado que dá a sensação térmica de quarenta graus. Pensei cá com os meus botões que não tenho tido muita sorte, pois tem sido assim as últimas quatro vezes. Vi algumas outras coisas desagradáveis que não entrarei em detalhes porque só falo mal da minha cidade natal para quem é apaixonado por ela. O resto nem pensar, não dou esse gostinho.

Dessa vez fiquei no apartamento do meu irmão, dormi um pouquinho e logo fui almoçar com três amigas no Shoping Botafogo que tem uma característica acho que única no Brasil: é vertical. Ficamos na varanda do último andar tomando chope, beliscando uma saladinha leve de frente para a Baia de Guanabara e o Pão de Açúcar. É um luxo só, ainda que o tempo estivesse uma droga. De lá fui ver o meu filhotinho e a minha norinha que já está com barriguinha de quatro meses. Curtimos toda a tarde, até que de noite fui jantar na casa de uma prima que estava fazendo aniversário. Quando deitei na cama, apaguei.

No outro dia, liga a minha norinha para ir para a casa deles lá na Tijuca tomar o café da manhã rápido para depois eles irem ao encontro de uma fornecedora. Achei o papo estranho, mas ainda assim fui. Chegando lá não vi mesa arrumada nem nada. Era cada um por si e Deus por todos. Os dois se arrumando de forma rápida e eu preparando a minha comida. Pegamos o carro e ele entrou no Túnel Rebouças para ir para a Zona Sul. Quando estava quase acabando a segunda parte do túnel, o Fê coloca a música "Samba do Avião" que é a que eu costumo cantar sempre que chego ao Rio (Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro. Estou morrendo de saudades...).

Toda a pressa do café da manhã é que um sol meio tímido apareceu e eles estavam com medo que nublasse de novo. Outra coisa, eu sempre falo que a visão mais linda do Rio é a saída do Rebouças chegando à Lagoa Rodrigo de Freitas. Para quem não sabe, esse túnel é enorme e liga a Zona Norte à Zona Sul. O sol continuou nem tão firme e nem tão forte, mas ainda assim estava lá prestigiando uma carioca apaixonada. Fizemos um longo passeio de carro sempre ao som do Samba do Avião que ficou em repeat. Foi um presentão. Quando estava na hora de ir embora, o tempo fechou novamente.

Cheguei em casa, fui fazer umas pequenas compras, descansei mais um pouco e me preparei para o segundo round: a farra com minhas amigas no Galeria Gourmet lá na Barra da Tijuca. Começamos por volta das 3h da tarde e terminamos às 8h. Foi simplesmente maravilhoso. Eu amo minhas amigas que são um bem precioso da minha vida. Eu me senti muito feliz. Quando fomos embora, mais uma surpresa: ver a árvore de Natal que fica no meio da Lagoa. Amigos, vocês precisam ver essa árvore. É simplesmente linda e já se tornou um importante ponto turístico do Rio nessa época do ano. De novo cheguei em casa e apaguei.

No último dia fui resolver uns probleminhas em Copacabana e depois almoçar com os irmãos do meu marido bem cedo. Resolvi caminhar da rua Bolívar até a Praça do Lido para curtir tudo à minha volta. Desejei demais encontrar o Jôka para dividir esse momento especial. Ele saberia muito bem o que eu estava sentindo ao ver aquele bairro tão peculiar com pessoas mais peculiares ainda. Copacabana, Princesinha do Mar é o meu segundo bairro do coração, só perde para Botafogo, o menos charmoso da Zona Sul, mas o que mais amo.

De tarde mais uma maravilha: saí com o meu filho e nora para a Colombo que é uma confeitaria/restaurante dentro do Forte de Copacabana. Vocês não têm idéia do que vem a ser tomar uma cervejinha na pista do forte com direito a contemplar toda a extensão da praia. É uma pena que eu não tenha levado a minha máquina. Mais um momento feliz que eu vivi. É uma delícia ser turista da própria terra em que nasci.

Fui para a casa do meu irmão e fiquei toda a noite por conta dele. Só nós dois falando um monte de besteiras que não interessariam a ninguém, mas que fazem parte da nossa vida. Até que as 22h peguei o ônibus para retornar à Guarapari. O Rio ficou para trás e o coração já estava cheio de saudades do meu marido, da minha filha e do meu cachorrinho. A viagem foi ótima, mas decididamente o mais gostoso foi voltar para o meu lar.

Beijocas

Yvonne