Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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CASADAS x SOLTEIRAS - PRIMEIRA PARTE

Amigos, mais um post em que publico textos ainda da época que eu fazia parte de um grupo do Yahoo. Hoje, amanhã e sexta publicarei textos envolvendo mulheres casadas e solteiras. Todos são de 2004. Vejamos


Ontem eu vi um episódio de "Sex and the city" muito interessante a respeito de uma guerrinha não declarada (se é que estou usando a palavra certa, mas me falta outra) entre mulheres casadas e solteiras. Esse programa se passa na cidade de Nova Iorque, uma das mais cosmopolitas do mundo. Bom, isso não quer dizer muita coisa porque o povo americano é um dos mais tacanhos e preconceituosos que existe neste planeta, mas Nova Iorque é Nova Iorque.

Um dos grandes problemas que existe naquela cidade e que já foi objeto de estudos, documentários e programas de TV é a grande dificuldade que as pessoas têm de conseguir um(a) parceiro(a). Não sei o que existe por lá, mas alguma coisa impede que as pessoas se amem. Não vou discorrer sobre o assunto porque não tenho a menor condição, principalmente porque eu nunca pisei os pés naquele estranho país.

Quanto à guerrinha entre casadas e solteiras, eu posso dizer alguma porque fui solteira e agora estou casada. Senão vejamos. O sonho de toda mulher solteira quando mais jovem é se casar. Existe alguma coisa nesse estado civil que faz com que todos os problemas da humanidade acabem num abrir e piscar de olhos. Se a mulher era infeliz, passará a ser feliz. Se era negligenciada, passará a ser homenageada. Todas as portas se abrem, o mundo fica melhor e ela finalmente será uma cidadã de primeira classe pois até então não era nada. Era um sapo e por causa de uma simples aliança se tornará não uma princesa e sim uma rainha.

Só que a vida não é tão simples assim e a todo momento nos mostra que o buraco é mais embaixo. No entanto, falta uma certa humildade nas casadas em reconhecer isso e muitas delas teimam em continuar com seus maridos, ainda que seja com um relacionamento falido. Como sabem que seus casamentos é apenas uma fachada, sentem um grande medo da solteira disponível. Ela é uma ameaça ao "status quo". Eu, mesmo casada há quase 22 anos, não faço parte de nenhum "grupo rival" porque a minha alma é livre para ser o que eu quiser, tanto é que me casei e não mudei o meu nome.

Um dia desses estava em um determinado local com várias amigas, dentre elas uma mulher divorciada que tem um caso com um homem casado há 15 anos falando sobre as comidinhas que ela iria fazer para ele naquela noite. Foi embora para fazer compras de supermercado quando uma outra me deu um discretíssimo pito dizendo que eu, como mulher casada e mãe de família, não deveria ouvir esse tipo de papo vindo da "amante"; que eu deveria me colocar no lugar da esposa dele. Dei um fora também bem discreto e gentil e ficamos combinadas assim.

Ora bolas! O que é que eu tenho a ver com isso? Eu posso assegurar que um homem que está com uma mulher por todo esse tempo e que comparece inclusive a todas as comemorações, não a acha uma qualquer. Ninguém conhece a mulher dele, logo não há constrangimento. Além disso, penso que cada um sabe de si e onde dói o calo. Não serei eu que vou hastear uma bandeira em defesa de alguma coisa que nada significa na minha vida. Quem quiser que cuide do seu marido.

Há algum tempo passei por uma situação desagradável e senti na pele como a solteira sofre quando está em um ambiente cheio de casais. Como estava desacompanhada porque o Antonio estava fora, fui considerada uma ameaça para uma mulher que resolveu ver em mim uma inimiga em potencial. E eu que gosto de falar pelos cotovelos e brilhar, de repente me vi uma coisinha insignificante sem saber o que falar e como me comportar. Perdi totalmente a espontaneidade. O mais interessante de tudo é que eu não sou uma mulher com cara de "desfrutável", muito pelo contrário. Eu imagino as situações desagradáveis que as solteiras gostosonas e que têm vida sexual ativa passam em determinadas ocasiões. Se for separada então, aí é que a coisa complica.

Amiguinhas casadas, não sou contra vocês porque inclusive sou casada também. Só acho que nós devemos ter bastante cuidado para não ter uma postura de quem tem o rei na barriga. Nós temos marido hoje e amanhã poderemos não ter. Não pertencemos a ninguém e não somos donas de homem algum. Ninguém "é" casado e sim "está" casado.

Beijocas

Yvonne