Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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UMA MULHER ESPERTA

Amigos, a história abaixo é real. Não poderia deixar escapar essa pérola que ouvi nos dias em que estava no Rio. Logicamente todos os nomes foram modificados. Vejamos:

Marília e Guilherme já tinham conversado sobre a separação. O casamento não estava bem há pelo menos dois anos e ambos se sentiam ainda jovens com vontade de viver uma grande paixão. Estavam muito tristes pois não saberiam como iria ser a nova vida longe um do outro. Apesar de não sentirem mais paixão um pelo outro, os dois ainda se gostavam muito.

Como de hábito, Guilherme pediu a Marília que colocasse crédito no seu celular e todas as vezes que ela tomava essa providência, ela apagava as chamadas e mensagens, coisa que seu marido não sabia fazer direito. Achou estranho que tinha um monte de telefonemas recebidos e enviados para uma tal Mônica. Quem seria essa pessoa que nunca tinha sido mencionada? Ficou com a pulga atrás da orelha, mas ainda assim deixou o assunto temporariamente de lado. Até que um dia uma de suas filhas a alertou que o pai deu um telefonema de mais de uma hora assim que ela foi dormir.

Ali começou um inferno na vida de Marília. Toda a sua segurança foi por água abaixo. Esse fato aconteceu em agosto deste ano, antes do aniversário dos dois no dia 07. O que fazer? Em um primeiro momento não pensou em nada a não ser tomar alguma atitude drástica. A única maluquice que ela se permitiu fazer foi dizer na cara do marido que ele estava traindo ela. Isso aos prantos. Ele ficou desesperado sem saber como ela descobriu que ele estava interessado em outra pessoa. Tão logo colocou a cabeça mais ou menos no lugar, optou por usar a inteligência. Ela que nunca tinha desconfiado do marido e sempre foi uma mulher super legal, passou a vasculhar a vida dele. Para começar, abriu a agenda de telefone e descobriu o nome Mônica com o sobrenome completo e uma observação - prima da Cristina. Ficou puta da vida com a Cristina que sempre ligava para ela para contar os seus dramas com o marido. Como é que ela teve coragem de apresentar a prima dela para Guilherme?

Bom, pegou todos os telefones e anotou em um papel que ficou em seu poder. No dia seguinte comprou duas binas que registram ligações recebidas como também as enviadas. Não satisfeita, passou a ler os e-mails do Guilherme. Qualquer mensagem recebida de Mônica, ela lia. Diga-se de passagem que era quase tudo coisa boba e nada pessoal. De madrugada, ela se levantava da cama e olhava os telefonemas do celular dele. Só aparecia mensagem recebida da tal Mônica e nenhuma enviada. Ficou um pouco mais aliviada.

Descobriu ainda que a tal mulher mora em Niterói e que é uma poderosa chefona de uma grande indústria de lá. Pediu auxílio a uma amiga que também é moradora da mesma cidade no sentido de dar telefonemas de orelhão e logo depois desligar. A amiga ligava, desligava e Mônica continuava falando super assustada, quase sempre chorando como se estivesse sendo ameaçada. Sempre que isso acontecia, ela ligava para a Telemar para dar o número do telefone e descobrir quem havia ligado. Logicamente os funcionários respondiam que era uma ligação de orelhão daquela cidade. Ela falava com o marido que ficava super aflito. O mais cínico da parte de Marília era a riqueza de detalhes dos telefonemas ameaçadores que nunca existiram de uma tal mulher que dizia que iria ficar com o seu marido.

Com muita coragem, bloqueou a Mônica na caixa postal do Guilherme. Também deixou de encaminhar mensagens para ele e indagava a ele se tinha gostado de algo que ela teria enviado. Ele respondia que fazia tempo que não recebia nada de Marília e ela dizia que seria o caso de contatar o provedor para ver o que estaria ocorrendo. Isso seria um álibi, caso ele tivesse curiosidade de saber o motivo de nunca mais ter recebido nada da Mônica.

Marília continuou acordando todas as madrugadas para ver o celular do marido e descobriu que todas as chamadas da Mônica eram perdidas e não recebidas. Ele simplesmente deixou de atender o telefone. Mônica, que era apenas uma mulher com vontade de iniciar uma vida ao lado de alguém, tinha se tornado aquela personagem do filme Atração Fatal. Guilherme deve ter ficado apavorado.

O golpe final ficou por conta de um encontro nacional de empregados do banco onde Marília trabalha que seria realizado em Florianópolis. Seriam três dias e Marília tiraria mais cinco por conta das férias. Comprou um monte de roupas, biquínis, calcinhas e sutiãs sensuais. Guilherme viu aquilo tudo e não pôde falar nada porque ele estava inclusive em vias de alugar um apartamento. Marília viajou e deixou a filha mais velha encarregada de anotar todos os telefonemas enviados e recebidos. A menina de apenas 16 anos era a única que sabia da tal história dos telefonemas anônimos.

Bom, Marília ficou em Florianópolis sozinha curtindo a cidade e não conversou com ninguém. Não tinha a intenção de fazer amizades, mas teve o cuidado de se bronzear na piscina do hotel, até mesmo em um dia que o tempo ficou mais frio. Ela precisava voltar para o Rio linda de morrer. E voltou deslumbrante. Minhas amigas que acompanharam esse problema me disseram que ela estava maravilhosa. Não contou nada do que aconteceu nessa semana para o Guilherme que já não era mais tão importante para ela. Esses dias da mais completa solidão a fizeram pensar que já era hora de ela dar um fim naquele relacionamento. Ela nem quis saber dos telefonemas do Guilherme.

Agora os dois estão separados, só que ele está cada vez mais apaixonado por ela. Ao contrário do que ela poderia imaginar, quem saiu de casa foi ela que está morando em um apartamento bem pequeno próximo ao dele e dos filhos que continuam sendo bem tratados por ela. Guilherme está cortejando Marília e ela está pensando em namorá-lo, mas reluta em voltar a morar junto. Por dois dias ela dormiu com o marido por conta de uma doença do caçula. Não aconteceu nada entre os dois, mas tão logo o menino melhorou ela pensou nessa possibilidade. Ela não fechou essa porta, mas vai deixar o tempo decidir qual é a melhor solução para o casamento. Não sei o que Marília vai fazer, mas espero que seja o melhor para ela e para o Guilherme também que é um amor de pessoa. Os dois merecem ser felizes e eu torço para que isso aconteça.

Amigos, faço aqui uma pergunta que não quer calar: vocês acham possível um casal viver junto por 18 anos, construir um pequeno patrimônio, ter três filhos, se separem e depois namorarem cada um vivendo na sua casa?

Beijocas
Yvonne
P.S.: Duas blogueiras que fazem parte da Primeira Divisão da blogosfera, voltaram a escrever. Luciana Rayol e Patrícia Köeler, sejam bem vindas. Estava com saudades de vocês. Para aqueles que não a conhecem, compareçam lá e confirmem que as meninas são maravilhosas.