Se todos os dias são iguais, torne-se diferente

Yvonne

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Brasileira, ariana nascida no Rio de Janeiro, morando atualmente em Guarapari, mulher, esposa e mãe. Gosto de artes em geral, de ler, de trocar idéias, de praia, de cinema, de tomar cerveja e de dar boas gargalhadas.

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ÉTICA NA POLÍTICA


Amigos,


Eu me comprometi a participar da blogagem coletiva organizada pela Laura
a respeito de Ética na política. Infelizmente não vou cumprir a promessa porque não sei o que escrever. Pensei muito na poesia "Só de sacanagem" da Elisa Lucinda lindamente recitada pela cantora Ana Carolina em um dos seus shows. Pensei também em Freud, em Delúbio, em Genoino, em Dirceu e nos trezentos picaretas que existiam no Congresso Nacional na época que o Lula foi deputado federal. Sim, aquele que beijou a mão do Jader Barbalho e disse ter dado uma aula de Sociologia política. Continuei pensando, meditando, refletindo, matutando e nada de vir a tal inspiração. Até que descobri a razão: a esquisita sou eu e o restante da classe média que ainda insiste em acreditar em valores.

Os ricos não estão nem aí para nada. Eles também fazem parte do esquema. Os necessitados têm urgentes problemas a serem resolvidos e devem imaginar algo do tipo "eles que são brancos e ricos que se entendam. Eu quero a minha bolsa-família". É difícil ter valores de barriga vazia. O país está gravemente enfermo e eu não vejo a médio prazo nenhuma solução que possa ser tomada para mudar essa situação.

Em 1989 quando tivemos a primeira eleição presidencial após os anos da ditadura existia claramente definida uma situação no segundo turno: Collor era o continuísmo e o Lula era a esperança. Foram três tentativas e por fim em 2002 ele venceu. Meu coração ficou pulando de alegria. Eu acreditei que o Brasil iria mudar e que os picaretas iriam se dar muito mal. Idéias de quem viu muito filme americano com mocinhos e bandidos.

Agora, os "bad boys" se proliferam feito ratos no lixo e nós, que temos que educar nossos filhos e mostrar o que é bom e o que é mau, ficamos sem exemplos a não ser os nossos que não devem impressionar muito porque enquanto os bandidos estão nadando na grana impunemente, nós temos que fazer malabarismos para fechar as contas do mês.

Pois é, não tive inspiração e acabei em uma grande lamúria sem graça. Queria ter escrito algo deslumbrante com um final arrebatador, mas só vem desânimo. O pior de tudo é não saber em quem votar. Não estão me sensibilizando frases do tipo "Vote com consciência". Eu tenho muita consciência e ainda assim não vislumbro ninguém que possa dar o pontapé inicial e tornar esse país melhor e mais justo.

Sei também que a solução está na união do povo, mas como pode ser assim se todas as instituições estão prostituídas? O que faz o TSE que não toma providências com relação a não sei quantos candidatos? O povo está a deriva nesse mar de lama sem ter ninguém com que possa contar.

Prá terminar, gostaria que vocês lessem parte de um discurso de Rui Barbosa no dia 20 de março de 1919 no Teatro Lírico, Rio de Janeiro:

"O Brasil não são os comensais do erário. Não são as ratazanas do Tesouro. Não são os mercadores do Parlamento. Não são as sanguessugas da riqueza pública. Não são os falsificadores de eleições. Não são os compradores de jornais. Não são os corruptores do sistema republicano ... O Brasil não é essa nacionalidade fria, deliqüescente, cadaverizada, que receba na testa, sem estremecer, o carimbo de uma camarilha, como a messalina recebe no braço a tatuagem do amante, ou o calceta no dorso, a flor-de-lis do verdugo".

Amigos, será que existe uma solução?
Beijocas
Yvonne